domingo, 10 de outubro de 2010

Por que prefiro não traduzir a palavra bullying?

Eventualmente nas palestras com pais, professores, promotores, psicólogos etc que tenho ministrado Brasil afora as pessoas me perguntam o porquê de não traduzir a palavra bullying para a língua portuguesa.

Bem, no geral a literatura nacional não tem traduzido a palavra bullying também, no que tenho preferido também manter esse procedimento.

Depois de alguns anos pensando nisso cheguei a uma conclusão pessoal de que a redução para "valentão" não ajuda, pelo contrário, pode atrapalhar a correta compreensão do fenômeno.

Quando falamos do bullying, em regra, as pessoas lembram dos "valentões", pessoas que agridem outras nas escolas, que utilizam de força física, são agressivos, são ostensivos etc.

Todavia, bullying é muito mais do que isso. Não podemos nos esquecer que existe também o bullying entre meninas, que possui uma dinâmica totalmente diversa daquela praticada por meninos. No bullying entre meninas é a exclusão, fofocas, mentiras etc que vão ser os meios utilizados para fazer a vítima sofrer. 

Portanto, a simples tradução para o português  não é tão simples para se lidar com a questão. 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Palestra em Goiânia (GO)

Fui convidado para dar uma palestra em Goiânia (GO) para o Ministério Público Estadual. Em breve divulgo aqui os dados do evento.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Regimento interno escolar e bullying.

Ministrei mês passado duas palestras sobre o bullying escolar na sede do Ministério Público em Belo Horizonte (MG). Diversos diretores, promotores de justiça, psicólogos, professores, pedagogos fizeram exposições sobre as dificuldades e obstáculos para se tratar do tema.

Uma das questões que me chamou  a atenção é que diversas escolas não possuem regimento escolar, ou quando ele existe, não trata do bullying. Isso é muito ruim, pois o regimento escolar é a "Constituição" do educandário.

Há a necessidade que ele exista e que trate, inclusive, de uma forma clara e objetiva de questões envolvendo indisciplina, incivilidades, bullying e dos "protocolos"´para se apurar e resolver um caso de bullying.

Outro ponto que deve ser observado é a questão de se respeitar o contraditório, direito de defesa etc em procedimentos que apuram atos de indisciplina e que impliquem punições como suspensões.